Abril no Feminino 2021

Chega ao fim a 2ª edição de “Abril no Feminino”. Uma prova de resiliência, prolongada espera e adiamentos sucessivos. Confinados em Abril de 2020, aguardámos por 2021. Chegados aqui, Abril foi de novo uma impossibilidade. Mas Maio abriu a Esperança. De 8 a 29 levámos finalmente por diante “Abril no Feminino” a distintos espaços da cidade de Coimbra, com o fundamental apoio de mecenas, empresas e parceiros media. Em “Notícias” (abrilnofeminino.

Jantar Tributo a Maria de Lourdes Modesto

Fechámos com “Garfo d’Ouro” o programa da 2ª edição de “Abril no Feminino”, com a organização de um Jantar Tributo a Maria de Lourdes Modesto, figura incontornável da nossa gastronomia. Entre as várias obras publicadas de que é autora, destaque para o magnífico livro “Cozinha Tradicional Portuguesa”, com primeira edição em 1982, base inspiradora da ementa servida no Hotel Quinta das Lágrimas, com a assinatura criativa do Chef Vitor Dias, proporcionando uma viagem de sabores que começou no Minho, seguiu depois para o Alentejo e terminou na Beira Litoral.

Women under the influence

“Women under the influence” foi o mote inspirador para o magnífico recital que Ana Quintans e Filipe Raposo nos brindaram num final de tarde perfeito. Estreado em Setembro de 2019 no Festival de Sintra, foi a vez da sua apresentação em Coimbra, na acolhedora sala São Tomás, Seminário Maior de Coimbra. Canções renascentistas cruzaram-se com outras mais contemporâneas, com arranjos do compositor-pianista Filipe Raposo. A soprano Ana Quintans, celebrada internacionalmente pelo seu trabalho no repertório barroco e mozartiano, ofereceu-nos um programa inesperado e insólito, conjugando estilos e épocas, numa viagem pelo mundo íntimo do songbook feminino.

Ruas da Minha Cidade: Tricanas e Canções

Não esquecemos a rua. Para tanto contámos com a colaboração de Alice Luxo, das “Casas Contadas” para um roteiro na cidade, com partida do Quebra Costas e fim de passeio na Praça Velha, junto à Igreja de S.Tiago. No caminho percorrido, ouviram-se histórias do passado, mas também testemunhos do presente. A uni-los, exemplos de mulheres que se distinguiram e marcaram o seu tempo, a par de outras que hoje assumem a sua natureza empreendedora.

Ruralidades

Abrimos a 2ª edição de “Abril no Feminino” com uma exposição muito singular, intitulada “Ruralidades”, com foco nas mulheres. Apenas munido de uma câmara, de uma lente e luz natural, Jorge Bacelar capta de forma magnífica o mundo rural. Distribuídas por três salas do Museu Nacional de Machado de Castro, cerca de três dezenas de fotografias, captadas em diferentes localidades, tais como Murtosa, Estarreja, Figueira de Castelo Rodrigo, Idanha-a-Nova, Miranda do Douro, Albergaria-a-Velha, interpelam o nosso olhar.

CICLO CONVERSAS
“BIOGRAFIAS”

Três mulheres, Sophia, Agustina e Amália, figuras maiores do Portugal contemporâneo, inspiraram outras tantas biografias, escritas exemplarmente por Isabel Nery, Isabel Rio Novo e Miguel Carvalho, respectivamente. Obras que traduzem uma aprofundada pesquisa e um exaustivo trabalho de investigação, alimentando-se de bibliotecas e arquivos, entrevistas, documentários, espólios, imagens, cartas, registos oficiais, viagens, testemunhos, consultas e espólios. Pretexto afinal para cativantes, saborosas e elucidativas conversas com os autores, conduzidas sabiamente pelos moderadores convidados, João Gobern, João Rasteiro e Manuel Rocha.

CICLO DE CINEMA
Nadine Labaki

Nadine Labaki foi a nossa escolha para o ciclo de cinema de “Abril no Feminino” que decorreu no Seminário Maior de Coimbra. Apresentámos os três filmes por si realizados, nos quais também é actriz. Os dois primeiros centrados em mulheres: de 2007, Caramelo, acerca das vidas cruzadas de cinco libanesas, e, de 2011, E Agora, Onde Vamos?, sobre mulheres cristãs e muçulmanas que se juntam para atenuar as tensões na sua aldeia.

2020 com “Abril no Feminino”…

Não é uma promessa, mas um forte desejo alimentado pelo balanço muito positivo com a realização da primeira edição em 2019 de “Abril no Feminino”. Uma ideia que virou projecto, o qual reuniu dezenas de participantes, colaborações várias e um público interessado, transversal e com regular afluência aos diferentes eventos. Dar visibilidade e protagonismo às Mulheres, evidenciando o seu poder criativo, o seu olhar, o seu pensamento, numa discussão e partilha alargadas, para a qual todos fomos convocados, Homens e Mulheres, foi o nosso propósito.

Cartas a uma Ditadura

Nesta terça-feira, 23 de Abril, 60 minutos bastaram para recordar um país triste e sombrio. “Cartas a uma Ditadura”, filme documentário de Inês de Medeiros, parte da condição da mulher nas décadas de 50 e 60 do século passado, cujos direitos de cidadania mais elementares simplesmente eram negados. Tempos de miséria, desigualdade e obscurantismo. No final da sessão, a prometida e estimulante conversa com os historiadores Irene Flunser Pimentel e Rui Bebiano.

Ciclo de Cinema “Como Elas Cantam”!

Abrimos com Janis Joplin, e a exibição de “Janis: Little Girl Blue,” de Amy Berg. Francisco Amaral, personalidade incontornável da rádio portuguesa e a quem estão associados alguns dos melhores programas de autor, foi nosso convidado para falar sobre Janis e comentar o filme anunciado. Escutámos uma leitura pessoal e atenta sobre o percurso de vida de uma mulher singular, cuja vida breve e tumultuosa ditou o fim de uma carreira artística que marcou uma geração.

Domingo 14 de Abril, dose dupla!

Foram muitos aqueles que se deslocaram ao Museu Nacional de Machado de Castro para seguir a visita orientada por Carlos Santos, Pedro Ferrão e Virgínia Gomes. Três peças escolhidas, para conhecer em detalhe, apresentadas por quem sabe e estuda a matéria: Agripina-a-Antiga, Rainha Santa Isabel e Josefa d’Óbidos, “Três Mulheres Singulares”. Depois, um salto à sala do Serviço Educativo, que foi pequena para tanta gente, para assistir ao lançamento de “Coimbra”, de Catarina Sobral, editado pela Pato Lógico.

10 mulheres que marcaram a vida de Jesus

Foi pequena a sala para acolher, no magnífico espaço da Casa da Escrita, todos aqueles que quiseram assistir à terceira sessão do “Ciclo de Conversas”. O tema proposto foi brilhantemente abordado pelo convidado, Pe Nuno Santos, Reitor do Seminário Maior de Coimbra. Num tom informal e de modo claro, aprendemos sobre o lugar surpreendente que as mulheres ocupam na vida e acção de Jesus e a atenção ao feminino que o mesmo partilhava.

Para os mais novos
“MULHERES INCRÍVEIS”

Aconteceu este 30 de Abril, na Escola Básica Solum Sul, em Coimbra. Fechámos a programação de “Abril no Feminino” com o futuro diante de nós. Haverá melhor forma? Cerca de duas centenas de crianças, entre os 6 e os 10 anos de idade, assistiram e participaram de forma entusiasmada na actividade de animação para elas especialmente concebida, trabalho este realizado com criatividade e saber pela Companhia Camaleão. Quatro mulheres portuguesas extraordinárias foram o ponto de partida para uma viagem no tempo, pretexto afinal para evocar Brites de Almeida, Josefa d’Óbidos, Maria Beatriz Ângelo e Sophia de Mello Breyner.

Mulheres na Arquitectura

A feminização da arquitectura, com uma maioria de mulheres a frequentar a licenciatura e um número cada vez mais significativo de inscrições na respectiva ordem, não significa que se assista a um reconhecimento e plano de igualdade no exercício da profissão ou na carreira académica. O preconceito existe e está instalado: nas Universidades, nos ateliers ou na contratação de serviços por parte dos clientes. Há um caminho longo a fazer e uma luta a travar, que não pode esperar.

Pela mão de Judite

“Uma coisa, porém, é certa. Ela descobriu um dia, de repente, que ser máquina é bom para as máquinas e não para as criaturas de Deus. E foi dar uma volta a fim de aclarar as ideias e pensar em mudar de vida.”

“A Jovem e a Máquina de Escrever”, in “O Homem no Arame”.

12 Mulheres, 12 Vozes

Numa manhã que prometia chuva, tivemos um sol tímido por companhia, no justo tempo do percurso pelas ruas Ferreira Borges e Visconde da Luz, para ver a exposição de fotografia assinada por Rita Carmo. São doze montras, de outras tantas lojas, que acolhem nomes maiores da música portuguesa. Marisa, com o Tejo a seus pés, na loja das conservas, Comur. Ana Moura, com os livros em volta, na Livraria Bertrand. Surma e os seus cabelos pintados, na Colorvita.

Cravo(s) e Outras Flores

Foi na magnífica Sala São Tomás, no Seminário Maior de Coimbra, que o numeroso público presente escutou o belíssimo concerto de música barroca, protagonizado por Cândida Matos (cravo) e Leonor Barbosa de Melo (soprano). Mostrar a diversidade do feminino celebrada na música, foi o propósito deste recital que juntou pela primeira vez as duas intérpretes. Cantar as várias vertentes da Mulher, explorando o tema do amor e interpretar obras escritas por algumas compositoras da época barroca que escreveram música de inegável qualidade e beleza, constituiu o alinhamento de um recital que deixou memória, pela qualidade, talento e competência exibidas. Que este concerto seja o primeiro de muitas parcerias futuras.

Ciclo de Conversas 4 e 5 de Abril

A Casa da Escrita encheu-se de gente para assistir às conversas programadas para a primeira semana de “ABRIL NO FEMININO”. “Mulheres e Ciência”, reuniu Eugénia Cunha, Helena Freitas e Paula Santana, num encontro sabiamente conduzido por Alexandre Quintanilha. Memórias pessoais e histórias partilhadas, num registo informal, simples e intimista. Uma sessão estimulante e enriquecedora para todos os presentes. No dia seguinte, foi a vez de “Mulheres Viajantes”, com Sónia Serrano, à conversa com Maria José Goulão.

Hoje começou "Abril no Feminino"

Foi no Dia Internacional do Livro Infantil que abrimos as portas da exposição de ilustração de Catarina Sobral. Também no dia 2 de Abril recebemos a notícia que a editora Orfeu Negro foi agraciada com o prémio de melhor editora europeia para a literatura infantil e juvenil, na prestigiada Feira Internacional do Livro Infantil de Bolonha, a decorrer até 4 de Abril. Alguns dos seus títulos são assinados por Catarina Sobral e as respectivas ilustrações podem ser apreciadas na exposição “Num milionésimo de segundo”, no Museu Machado de Castro. Até 28 de Abril. A entrada é livre.